Final de ano: tempo de planejar

Criada em 18/12/2017


Especialista em investimentos dá dicas para melhores escolhas na hora de gastar o seu dinheiro em 2018

Com a proximidade do final do ano e a possibilidade de ganhos extras, principalmente, para quem vai receber o 13º salário e a restituição do Imposto de Renda, as dúvidas sobre como gastar o dinheiro da melhor forma e realizar sonhos em 2018 são inúmeras.

Para quem pretende casar, a pergunta mais frequente costuma ser: fazer festa, viajar ou comprar uma casa? Qual a melhor opção? Já para quem pretende investir na aquisição de um bem, como um carro, a dúvida é se é melhor um veículo novo ou usado?Já para quem deseja estudar, é melhor investir em um MBA ou em um intercâmbio?

Mauro Calil, especialista em investimentos do Banco Ourinvest, preparou algumas dicas para ajudar na tomada de algumas dessas decisões. “Independentemente do caminho escolhido, é fundamental não entrar em dívidas”, alerta.

Confira:

Casamento: Festa, viagem ou casa própria?

O casamento costuma ser um dos momentos mais marcantes e a maior fonte de gastos para casais de diferentes faixas etárias e classes sociais. Para quem não pode ter tudo, mas deseja aquele casamento dos sonhos, a dúvida sempre gira em torno de qual é a melhor decisão: fazer uma festa grandiosa, viajar ou até mesmo investir na casa própria? “A prioridade tem que ser decidida pelo casal. O dinheiro tem que servir às pessoas e não o contrário. Para alguns, a festa inesquecível é o mais importante, para outros, o diferencial é a viagem de lua de mel. E muita gente faz questão de ter um imóvel próprio para iniciar a vida a dois”, ressalta Calil.

Segundo o especialista, vale observar que investir em uma festa ou em uma viagem se trata de consumo e não de construção de patrimônio. Dessa forma, é fundamental buscar opções que realmente caibam no orçamento. “Lembre-se que tudo o que envolve o casamento é uma indústria dos sonhos, nada é duradouro. A festa é cara e tem apenas algumas horas de duração. As fotos e o DVD que registram a ocasião rapidamente vão para o fundo de uma gaveta e poucas vezes serão vistos novamente. Então, defina bem as prioridades de acordo com o que você pode pagar, sem comprometer o futuro do casal”, completa.

Carro: novo, usado ou não ter?

“Em primeiro lugar é bom lembrar que a aquisição de um carro não é um investimento. É um bem que sempre irá se desvalorizar ao longo tempo. Esta compra está ligada a duas coisas. O sonho da aquisição e, para alguns, a necessidade”, lembra Calil.

Se a decisão da compra já estiver definida, houver espaço suficiente no orçamento e for o sonho ter um carro zero, não há problemas em fazer a compra. “Mas, muitas vezes, o carro usado pode ser uma melhor opção. Um veículo com até dois anos de uso é bem mais barato do que um 0km e geralmente está em ótimas condições”, afirma. “Já, quem está em dúvida, deve primeiramente definir se realmente é preciso comprar ou trocar de carro nesse momento”, contemporiza.

Para isso, a pessoa deve colocar no papel todos os custos e fazer as contas. Ter um carro envolve o valor da compra, um eventual financiamento, seguro, combustível, manutenção e tributos. “Estes custos devem ser simulados e comparados com o quanto seria gasto com o uso de táxis, aplicativos de transporte e até mesmo aluguel ou compartilhamento de um carro, pensando em viagens de curta e média distância. Muitas vezes, não ter um carro é a melhor escolha. E, com a ajuda da tecnologia, você pode ter acesso a um veículo com praticamente a mesma facilidade”, explica.

No entanto, de acordo com o especialista, em alguns casos, ter um carro é inevitável. “Para quem mora em cidades e bairros com baixa oferta de transporte coletivo de qualidade, táxis e aplicativos de mobilidade, pode ser mais caro e inviável depender de outros modais. Outro grupo para o qual recomendo ter um automóvel são as pessoas que têm crianças pequenas e idosos em casa. É importante para qualquer eventualidade, é um custo necessário. Mas não é preciso ter luxo”, destaca Calil.

Fazer um curso ou intercâmbio?

Qualificação pessoal e profissional sempre é algo positivo, mas é preciso levar em consideração o atual momento da carreira para tomar uma decisão. “Para quem está começando a carreira, é sempre positivo. No entanto, é preciso tomar cuidado para não ficar fora da curva. No atual mercado de trabalho, muitos profissionais acabam ficando muito qualificados para a atual demanda. E isso acaba impedindo ou dificultando que a pessoa se coloque bem. É preciso avaliar se uma extensão, mestrado ou doutorado irá se adequar à atual necessidade das empresas”, comenta Calil. Se for o caso, o dinheiro que seria utilizado para um curso pode ser destinado a um investimento financeiro e, em outro momento, voltar a ser colocado no desenvolvimento da carreira.

Já um intercâmbio ou curso feito no exterior, além de promover o desenvolvimento pessoal, pode acabar auxiliando também no lado profissional. “Costuma sair até mais barato e as experiências adquiridas sempre contam para a carreira. E, assim, é até possível fazer as duas coisas: estudar e investir”, garante.

A dica que vale para todo mundo, independentemente dos sonhos ou metas para 2018, é evitar o endividamento. O ideal é planejar com antecedência e comprometer o menor percentual possível do salário com prestações e financiamentos. “E, nunca, jamais, entre no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito”, finaliza Calil.

Sobre o Grupo Ourinvest

Fundado há quase 40 anos, o Grupo Ourinvest é referência em inovação e pioneirismo. Com sede na capital paulista, a história do Grupo começou em 1979, com a Ourinvest Sociedade Brasileira de Metais, uma fundidora de ouro. A forte atuação da empresa no segmento permitiu o surgimento do primeiro instrumento de 'hedge cambial’, contribuindo para transformar e desenvolver o mercado do metal no País. Sempre com o objetivo de propor soluções seguras, arrojadas e criativas aos seus clientes, o Grupo Ourinvest atua na distribuição de títulos e valores mobiliários, por meio da Ourinvest DTVM para sua base de aproximadamente 15 mil clientes, em operações de câmbio e finanças corporativas, por meio do Banco Ourinvest, e na securitização de recebíveis imobiliários, por meio da Ourinvest Securitizadora.


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